Category Archives: Justiça Climática e Democracia Energética

Transição e Soberania Energética

Dos países aos municípios, das cooperativas às empresas públicas, a transição energética participada e democrática é a única garantia de soberania energética, poder popular e cortes radicais de emissões de gases com efeito de estufa, garantindo energia acessível às populações por todo o mundo.

em Justiça Climática e Democracia Energética

24 de novembro, Sábado, 18h00

Oradoras/es

iñakibarcenaIñaki Barcena

Iñaki Barcena é licenciado em Direito (1980) e Doutor em Ciências Políticas e Sociais (1990). Ele é professor de Ciências Políticas e Gestão e professor visitante nas universidades de Bradford, Hamburgo e Nevada. Ele é membro da equipe de investigação Parte Hartuz, da Unidade de Formação da pesquisa EMAN e do conselho editorial das revistas Ecología Política, Viento Sur e ZER. Em 1995 e 1996, representou grupos ecológicos espanhóis no European Environmental Bureau em Bruxelas.

Alba del Campo (Por Cádiz Sí Se Puede, Espanha)

Alba del Campoalbadelcampo coordena o Conselho de Transição de Energia de Cádiz. É jornalista, conselheira de processos de transição energética e formadora, e trabalha para o grupo político Por Cádiz Sí Se Puede, no conselho provincial de Cádiz. Licenciada em Ciências da Computação (UCM) e com um Diploma de Estudos Avançados (DEA) pela Faculdade de Sociologia e Ciências Políticas da Universidade Complutense de Madrid, é membro da Plataforma para um Novo Modelo Energético desde 2012. Alba trabalha como assistente e oficial de comunicações da Equo no Parlamento Europeu (Greens/ALE) (2014-2015). Produziu dois documentários sobre o actual modelo energético e as alternativas em desenvolvimento: #Oligopoly2. The Electric Empire Strikes Everyone (Prémio Eurosolar 2013) e #OligopolyOFF, The Citizen Energy Revolution begins (2015).

Miguel Almeida

miguelalmeidaMiguel Almeida é licenciado em Economia com pós-graduações em Gestão de Instituições Financeiras e E-Business. Depois de ter trabalhado na banca, desde 2014 a sua actividade centra-se no sector cooperativo e economia solidária. É cooperador da Biovilla, cooperativa de desenvolvimento sustentável e membro da direcção da Coopérnico, primeira cooperativa de energias renováveis em Portugal. É membro da direcção da cooperativa integral Minga, em Montemor-o-Novo, onde vive.

Raphael Vale (Cooperativa Brasileira de Energia Renovável e Desenvolvimento Sustentável – COOBER, Brasil)

Advogado, formado pela UNAMA – Universidade da Amazônia, presidiu a Subseção da OAB de Paragominas (PA) por dois mandatos consecutivos (2004-2009), foi Conselheiro Estadual da OAB/PA (2010-2012), foi Membro da Comissão Nacional de Direito Ambiental – CONDA, da Ordem dos Advogados do Brasil (2010-2012), representou a OAB nas Conferências do Clima da ONU, realizadas em Copenhaga/Dinamarca (COP-15) em 2009, em Cancún/México (COP-16) em 2010, em Durban/África do Sul (COP-17) em 2011, assim como na Conferência da ONU de Meio Ambiente RIO+20 em 2012. raphaelIdealizador, co-fundador e presidente da Cooperativa Brasileira de Energia Renovável e Desenvolvimento Sustentável – COOBER. Ministrou palestras em várias cidades do Brasil sobre a COOBER, energia renovável e distribuída e também sobre as relações jurídicas e as alterações climáticas. É membro do Instituto Silvio Meira, entidade cultural para fomentar a pesquisa e o estudo da ciência jurídica, no qual preside a cátedra de número V – Direito Ambiental e agrário. Está a cursar o Mestrado em Direito e Ciências Jurídicas: especialidade em Direito e economia, na Universidade de Lisboa.

Moderador: Guilherme Luz

Nas linhas da frente da Justiça Climática

De Portugal à Nigéria, dos Estados Unidos ao Brasil, a luta pela justiça climática vai-se tornando uma das lutas centrais do nosso tempo. O combate às explorações petrolíferas e carboníferas e a luta pela justiça social são os dois braços deste rio que tem de inundar a hegemonia capitalista.

em Justiça Climática e Democracia Energética

24 de Novembro, Sábado, 14h00

Oradoras/es

LaDonna Bravebull Allard (Lakota, EUA)

Ladonna

É uma historiadora e activista Lakota. Em Abril de 2016, ela foi uma das fundadoras dos campos de resistência nos protestos do Dakota Access Pipeline, com o objectivo de deter o oleoduto Dakota Access, perto da Reserva Indígena Standing Rock, no Dakota do Norte. É membro inscrito e ex-agente de preservação histórica da tribo Standing Rock Sioux. O seu povo é Inhunktonwan do Vale do Jamestown, Hunkpapa e Blackfoot. Ao longo das acções directas contra o Dakota Access Pipeline, existiam vários campos. O campo que ela administrava era chamado Acampamento da Pedra Sagrada. Este movimento tornou-se a maior aliança intertribal do continente americano em séculos e, possivelmente em toda a história, com mais de 200 nações tribais representadas.

Nicole Oliveira (350.org Europa)

nicole oliveiraNicole Figueiredo de Oliveira é uma ambientalista brasileira e especialista nas áreas de Mudanças Climáticas, Direito e Sustentabilidade Internacional. Ela possui dois mestrados em Direito Internacional e Resolução de Conflitos pela Universidade para a Paz das Nações Unidas na Costa Rica, e da Universidade de Innsbruck, na Áustria. Nicole tem uma ampla gama de experiências profissionais, tendo servido como consultora de mudanças climáticas para as organizações não-governamentais internacionais, como a Humane Society International, a maior organização de proteção dos animais no mundo. Ela é diretora interina da equipe da 350.org na Europa, membro do Comitê da Bacia Hidrográfica do Iraí, do Fórum Paranaense de Mudanças Climáticas e várias outras comissões de proteção ambiental. Também é coordenadora nacional da Coalizão Não Fracking Brasil. Ela possui um bacharelado em Direito (Universidade Mackenzie, Brasil).

Nnimmo Bassey (Nigéria)

Nnimo Bassey é um arquitecto nigeriano, activista ambiental, autor e poeta. Nnimmo-BasseyPresidiu a Friends of the Earth International de 2008 a 2012 e foi director executivo de Environmental Rights Action durante duas décadas. Em 2010, Nnimmo Bassey foi nomeado co-vencedor do Prémio Right Livelihood Award. Liderou a Oilwatch Africa e, a partir de 2006, também liderou The Global South Network e a Oilwatch International, esforçando-se por educar e mobilizar comunidades na Nigéria, Chade, Camarões, Congo (Brazaville), Gana, Uganda, América do Sul e Sudoeste Asiático para resistir a actividades destrutivas de extracção de petróleo e gás.

Moderadora: Catarina Gomes (Linha Vermelha, Portugal)

O Resgate dos Combustíveis Fósseis

A urgência do corte radical nas emissões de gases com efeito de estufa à escala global tem sido vista pelas petrolíferas como a maior ameaça de sempre ao seu modelo de negócio. Depois de décadas de apoio ao negacionismo, as empresas de petróleo, gás e carvão estão a agarrar-se a todas as ferramentas possíveis para sobreviver, sempre com o apoio de governos coniventes. Desmascarar estas estratégias é essencial.

em Justiça Climática e Democracia Energética

24 de Novembro, Sábado, 16h00

Oradoras/es

Alfons Peréz (Observatório de Dívida na Globalização, Espanha)

É engenheiro electrotécnico e possui um mestrado em sustentabilidade. alfons-perezActualmente trabalha para o Observatório da Dívida na Globalização, onde analisa as políticas energéticas da UE de um ângulo geopolítico e destaca a influência da lógica financeira na esfera da energia. Uma dessas políticas é a Estratégia da UE para a Energia, cujo principal objectivo é diversificar os fornecimentos de combustíveis fósseis, com vista a reduzir a elevada dependência da Rússia. Esta estratégia envolve a construção de importantes infraestruturas de importação e interligação entre os Estados-Membros, especificamente linhas de gás de alta tensão e mega-pipelines.

Daniel Tanuro

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Daniel Tanuro é um engenheiro agrónomo belga e um ambientalista. Ele é o co-fundador do movimento ecossocialista europeu e co-autor do primeiro manifesto ecossocialista. Colabora regularmente com vários media especializados em questões ambientais. Publicou vários livros sobre alterações climáticas e alternativas ecossocialistas, o mais recente dos quais se chama “Capitalismo Verde – Porque não pode funcionar” e foi traduzido e publicado em catalão.

Frida Kieninger (Food & Water Europe, Europe)

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Frida Kieninger é uma oficial de campanha para a Food & Water Europa baseada em Bruxelas  que promove a interdição ao fracking na Europa. Trabalhando com grupos europeus locais e investigadores baseados nos Estados-Unidos, ela alerta para os incontáveis perigos da fracturação hidráulica. Após completar a sua tese de mestrado sobre agricultura intensiva no Sul de Espanha, Frida envolveu-se com questões relacionadas com o sistema alimentar europeu bem como com a transição para um sistema energético sustentável, energia comunitária e questões de justiça climática. Ela tem lidado com várias questões sobre alimentação e energia no contexto das instituições da União Europeia e ONGs em Bruxelas.

Moderadora: Ana Rita Antunes (Zero, Portugal)