A armadilha do gás: dos EUA à UE

A apresentação do gás natural como “combustível de transição” é a falácia utilizada pela indústria petrolífera e pelos petroestados para garantir a sua sobrevivência durante as próximas décadas. Para isso, têm contado com o apoio de governos como o russo, o americano e a União Europeia. A armadilha do gás quer prender-nos num rumo catastrófico, como vamos travá-la?

25 de Novembro, Domingo, 14h00

Oradoras/es

Frida Kieninger (Food & Water Europe, Europa)

frida_newsletterFrida Kieninger está baseada em Bruxelas e é oficial da campanha Food & Water Europe, que promove a proibição de fracking na Europa. Trabalhando com grupos locais europeus e investigadores baseados nos EUA, ela trabalha sobre a consciencialização dos inúmeros riscos do fracking (fractura hidráulica). Depois de completar sua tese de mestrado sobre agricultura intensiva no sul da Espanha, Frida envolveu-se com questões relativas ao sistema alimentar europeu, bem como a transição para um sistema de energia sustentável, energia comunitária e questões de justiça climática. Lidou com várias questões alimentares e energéticas no contexto das instituições da UE e das ONG de Bruxelas.

Alfons Peréz (Observatório da Dívida na Globalização, Espanha)

alfons-perezAlfons Pérez é engenheiro eletrotécnico e possui mestrado em sustentabilidade. Actualmente trabalha para o Observatório da dívida na globalização, onde analisa as políticas energéticas da UE a partir de um ângulo geopolítico e destaca a influência da lógica financeira na esfera energética. Uma dessas políticas é a estratégia energética da UE, cujo objectivo principal é diversificar os fornecimentos de combustíveis fósseis com vista a reduzir a elevada dependência da Rússia. Esta estratégia implica a construção de importantes infra-estruturas de importação e interligação entre os Estados-Membros, especificamente as linhas de gás de alta tensão e os mega-pipelines.

João Camargo (Climáximo, Portugal)

JCJoão Camargo é um militante anticapitalista e pela justiça climática. Graduou-se como cientista animal e engenheiro ambiental. Activista em movimentos de trabalhadores precários e na luta contra a tróica, trabalhou em ONGs ambientais, foi jornalista e professor universitário em Moçambique. Está actualmente activo no movimento pela justiça climática Climáximo. Participa na campanha internacional Empregos para o Clima e na luta contra a prospecção e produção de petróleo e gás em Portugal. Publicou Que se lixe a Troika (2013), Manual de Combate às Alterações Climáticas (2018) e Portugal em Chamas – Como Resgatar as Florestas (2018). Escreve regularmente em jornais e outros meios de comunicação sobre Energia, alterações climáticas, ambiente e política. Em 2019, vai defender sua tese de doutoramento, suborinada ao tema Alterações Climáticas como uma Nova Metanarrativa para a Humanidade.

Kevin Buckland (Gastivists, Europa)

Buckland, Bio Photo (1)“A arte não é um espelho da realidade, mas um martelo com o qual moldá-la.” – Bertolt Brecht. De circos de papelão e graffiti, a insufláveis gigantes e acção directa criativa: Kevin é um Artivista independente que passou a última década trabalhando dentro do movimento de justiça climática global para elevar o papel da criatividade e da cultura na criação de mudança. Ele trabalha tanto no apoio aos movimentos, para que sejam mais criativos, mas também em apoiar os artistas a serem mais estratégicos com o seu trabalho. Ele vê a mudança cultural como fundamental para a mudança política, e tem vindo a compreender cada vez mais a mudança cultural como mais sobre a forma como  organizamos, do que o que organizamos. Sigam-no no Twitter: change_of_art ou Instagram: coloresamor

Moderadora: Helena Silva (Climáximo, Portugal)